DESAFIOS DA SAÚDE MENTAL MATERNA: REVISÃO SOBRE PSICOSE PUERPERAL
MATERNAL MENTAL HEALTH CHALLENGES: A REVIEW ON POSTPARTUM PSYCHOSIS
DOI:
https://doi.org/10.17695/rcsne.vol24.n1.p130-136Palavras-chave:
Puerpério, Psicose, Período pós-parto, Saúde mental, Transtornos puerperaisResumo
O puerpério é um período marcado por transformações hormonais, emocionais e sociais, que podem aumentar a vulnerabilidade a transtornos mentais, entre eles a psicose puerperal, condição rara, porém grave, caracterizada por início abrupto de sintomas psicóticos e risco significativo para mãe e bebê. O objetivo do presente trabalho foi realizar uma revisão bibliográfica acerca da psicose puerperal, suas características clínicas, fatores de risco e estratégias terapêuticas. Trata-se de uma revisão narrativa e qualitativa da literatura, realizada nas bases MedLine/PubMed e LILACS, utilizando os descritores “Puerperal Disorders”, “Postpartum” e “Psychosis”, associados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos dos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra, em português ou inglês. Excluíram-se estudos que não abordavam diretamente a psicose puerperal ou que não atendiam aos critérios metodológicos definidos. A psicose puerperal geralmente surge nas primeiras semanas pós-parto e envolve delírios, alucinações, alterações de humor, além da possibilidade de suicídio e infanticídio. Esse transtorno repercute negativamente no vínculo mãe-bebê, na amamentação e na dinâmica familiar, podendo evoluir para transtornos psiquiátricos persistentes quando não tratada de forma adequada. O manejo exige hospitalização em grande parte dos casos, frequentemente com uso combinado de antipsicóticos, estabilizadores do humor (com destaque para o lítio), benzodiazepínicos e, em situações específicas, eletroconvulsoterapia. Suporte multiprofissional, psicoterapia e a inclusão da família no tratamento são fundamentais para melhorar o cuidado e reduzir desfechos adversos. Conclui-se que a psicose puerperal representa importante desafio em saúde pública e demanda diagnóstico precoce, intervenção imediata, acompanhamento contínuo e fortalecimento das redes de apoio, promovendo recuperação segura, prevenção de recorrências e redução dos impactos na saúde materna, infantil e familiar.
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