VIOLÊNCIA CONTRA MULHER: UMA REALIDADE IMPRÓPRIA

  • Josélio Soares de Oliveira Filho
  • Karla Patrícia Ferreira dos Santos
  • Anne Jacqueline Roque Barrêto
  • Cíntia Almeida Bezerra
  • Sandra Aparecida de Almeida
  • Ana Cláudia Gonçalves da Silva
Palavras-chave: Violência, Gênero, Direitos Humanos

Resumo

A violência contra mulher é uma realidade presente desde muito tempo e em vários países dotados de diferentes regimes econômicos e políticos. Estudo documental retrospectivo com abordagem quantitativa, cujo objetivo é analisar os fatores desencadeantes para a violência e o número de mulheres agredidas atendidas na delegacia da mulher do município de João Pessoa-PB. O material utilizado foi composto por cinquenta processos existentes na delegacia registrados nos meses de fevereiro e março de 2010 e 2011. Os resultados apontam que a maioria são mulheres jovens de 21 a 25 anos (26%); a maioria com união estável (48%) ou solteira (44%); com ensino fundamental completo (33%); do lar (37%). A violência física predominou nos dois anos consecutivos, a maioria praticada em suas residências (87%). O abuso do álcool (26%) e o ciúme (49%) são fatores que predispõem as agressões. O agressor na maioria são seus companheiros (70%), também jovens (37%), que trabalham e, na maioria, são prestadores de serviços (44%). Considera-se que a Lei Maria da Penha se faz presente e possibilita uma opção para essas mulheres. A situação faz com que se considere que a educação em direitos humanos possa auxiliar no combate à violência contra a mulher e na diminuição de outras violações aos direitos humanos, visto que compreende etapas de sensibilização, problematização, além da promoção da educação para a justiça social e para a paz, desenvolvendo nos indivíduos uma noção ético-social em defesa da vida e da preservação da espécie humana.

Publicado
2013-08-15
Como Citar
Filho, J., Santos, K., Roque Barrêto, A., Bezerra, C., Almeida, S., & da Silva, A. C. (2013). VIOLÊNCIA CONTRA MULHER: UMA REALIDADE IMPRÓPRIA. Revista De Ciências Da Saúde Nova Esperança, 11(2), 101 - 115. https://doi.org/10.17695/revcsnevol11n2p101 - 115
Seção
Ciências da Saúde/Artigo Original