PERCEPÇÃO DE UMA EQUIPE DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA CARDIOLÓGICA ACERCA DA MOBILIZAÇÃO PRECOCE

PERCEPTION OF A CARDIOLOGICAL INTENSIVE CARE UNIT TEAM ABOUT EARLY MOBILIZATION

Palavras-chave: Mobilização Precoce, Unidade de Terapia Intensiva, Unidades de Cuidados Coronarianos

Resumo

As doenças cardíacas estão entre as principais causas de óbito e o tratamento envolve mudanças de hábitos de vida e, em alguns casos, cirurgia. Durante o internamento, complicações podem ocorrer, a exemplo da diminuição da força muscular. A Mobilização Precoce (MP) intervém dando suporte para reverter ou minimizar essas complicações, porém, ainda assim, existem barreiras para sua realização. O objetivo do estudo foi avaliar o conhecimento de uma equipe de Unidade de Terapia Intensiva sobre a MP, evidenciando seus aspectos e possíveis barreiras para realização. Tratou-se de um estudo transversal de caráter observacional com abordagem exploratória, descritiva e delineamento quantitativo realizado com os profissionais da equipe da UTI Cardiológica de um Hospital Universitário na cidade de João Pessoa-PB. Foram entrevistados 27 profissionais das especialidades Fisioterapia, Medicina e Enfermagem, por meio da aplicação de um questionário estruturado, utilizando-se de respostas em uma escala tipo Likert, assim como de questões abertas. Os resultados evidenciaram que a maioria dos profissionais têm bom entendimento acerca da MP, dos efeitos da Imobilidade e da importância do trabalho em equipe. Em adição, a recusa do paciente e a falta de conhecimento sobre riscos e benefícios da realização foram elencadas como barreiras para realização da MP no serviço. Apesar dos resultados, foram identificadas divergências quanto a realização diária da MP, bem como do seguimento de protocolo do serviço, o que evidencia a necessidade de ações educativas continuadas.

Publicado
2021-08-31
Como Citar
Nascimento, I., Farias, D., Farias, D., & Soares, M. (2021). PERCEPÇÃO DE UMA EQUIPE DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA CARDIOLÓGICA ACERCA DA MOBILIZAÇÃO PRECOCE. Revista De Ciências Da Saúde Nova Esperança, 19(2), 89-97. https://doi.org/10.17695/rcsnevol19n2p89-97
Seção
Ciências da Saúde/Artigo Original