ÓLEOS ESSENCIAIS E NEOPLASIAS: EVIDÊNCIAS EXPERIMENTAIS E PERSPECTIVAS NA QUIMIOPROFILAXIA E QUIMIOTERAPIA INTEGRATIVA

Autores

  • Nathanaela Honório Paulino Batista Santos

DOI:

https://doi.org/10.17695/rcsne.vol24.n1.p108-119

Palavras-chave:

Óleos essenciais, Oncologia, Cuidado de Enfermagem

Resumo

As neoplasias constituem um importante problema de saúde pública, com impacto crescente na morbimortalidade, inclusive em regiões brasileiras como o Nordeste. Nesse contexto, estratégias terapêuticas complementares têm sido investigadas com o objetivo de ampliar a eficácia dos tratamentos convencionais e reduzir seus efeitos adversos. Os óleos essenciais, compostos naturais ricos em metabólitos voláteis bioativos, vêm despertando interesse científico devido ao seu potencial anticarcinogênico e anticancerígeno. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca da atuação dos óleos essenciais e de seus principais constituintes químicos na quimioprofilaxia e na quimioterapia integrativa das neoplasias. Trata-se de uma revisão integrativa narrativa, fundamentada em estudos experimentais in vitro, modelos animais in vivo e dados clínicos, que investigaram os mecanismos moleculares e celulares envolvidos na ação antineoplásica desses compostos. Os resultados indicam que monoterpenos e sesquiterpenos, como citral, α-bisabolol, d-limoneno, geraniol, β-elemene, trissulfeto de dialilo e perilol, apresentam capacidade de induzir apoptose, inibir a proliferação celular, modular vias de sinalização tumoral, interferir na angiogênese e potencializar a ação de quimioterápicos clássicos. Observa-se, ainda, seletividade citotóxica em modelos experimentais, com menor impacto sobre células normais, o que representa um diferencial relevante frente às terapias citotóxicas tradicionais. Apesar dos achados promissores, as evidências disponíveis concentram-se predominantemente em estudos pré-clínicos, indicando a necessidade de ensaios clínicos controlados que consolidem a aplicabilidade desses compostos na prática assistencial. Conclui-se que os óleos essenciais apresentam potencial como agentes complementares na oncologia integrativa, devendo ser utilizados de forma criteriosa e respaldada por evidências científicas.

Palavras-chave: Óleos essenciais. Neoplasias. Quimioterapia integrativa. Práticas integrativas e complementares. Oncologia.

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Publicado

2026-09-10

Como Citar

Honório Paulino Batista Santos, N. . (2026). ÓLEOS ESSENCIAIS E NEOPLASIAS: EVIDÊNCIAS EXPERIMENTAIS E PERSPECTIVAS NA QUIMIOPROFILAXIA E QUIMIOTERAPIA INTEGRATIVA. Revista De Ciências Da Saúde Nova Esperança, 24(1), 108–119. https://doi.org/10.17695/rcsne.vol24.n1.p108-119