HEPATOTOXICIDADE DO PARACETAMOL E FATORES PREDISPONENTES

Palavras-chave: Paracetamol., Acetominofem., Fatores de risco., Toxicidade.

Resumo

Os analgésicos não opioides constituem uma classe de medicamentos muito presentes em casos de intoxicação, sendo o paracetamol relevante devido suas características hepatotóxicas. Por ser um medicamento de venda livre, sua fácil aquisição e o pouco conhecimento sobre os efeitos prejudiciais ao organismo contribuem para o aumento de intoxicações, principalmente em crianças. O paracetamol é considerado hepatotóxico dependente de dose podendo gerar lesão de hepatócitos, através de mecanismos independentes, ou associados entre si. O objetivo desse estudo consiste em investigar os principais fatores que predispõem a hepatotoxicidade do paracetamol e seu mecanismo de hepatotoxicidade, tendo em vista o seu perfil de utilização, por meio de revisão bibliográfica de caráter exploratório e descritivo, através de pesquisa em livros e artigos científicos, realizada durante o período de julho e dezembro de 2017. A busca de artigos foi efetuada nas bases eletrônicas de dados Scielo, Science Direct, PubMed, Lilacs e Google Acadêmico. Na estratégia de busca, foram inicialmente avaliados os artigos por meio da análise dos títulos e resumos e, no total, a análise foi composta por 19 artigos. Alguns fatores podem predispor uma pessoa à hepatotoxicidade por paracetamol como medicamentos que inibem enzimas, jejum prolongado, etilismo, polimorfismo de genes, idade, entre outros. É importante que os profissionais envolvidos com medicamentos conheçam as características que o paracetamol possui como ação farmacológica, toxicidade, conheçam medidas de administração de antídotos e, acima de tudo, promovam atitudes que induzam o uso racional de medicamentos. Tais medidas são extremamente importantes para evitar problemas como este.

Publicado
2019-04-01
Como Citar
Torres, L., Oliveira, P., Macêdo, C., & Wanderley, T. (2019). HEPATOTOXICIDADE DO PARACETAMOL E FATORES PREDISPONENTES. Revista De Ciências Da Saúde Nova Esperança, 17(1), 93-99. https://doi.org/10.17695/revcsnevol17n1p93-99
Seção
Ciências da Saúde/Artigo Original