AVALIAÇÃO PRÁTICA EM ANATOMIA NUMA PERSPECTIVA DISCENTE

Palavras-chave: Avaliação Educacional., Anatomia., Aprendizagem. Estudantes., Aprendizagem Ativa.

Resumo

Este estudo teve como objetivo investigar a concepção discente acerca das avaliações práticas em anatomia e suas reais implicações sobre o processo de aprendizagem. Trata-se de uma pesquisa quanti-qualitativa, desenvolvida com 150 graduandos em enfermagem e medicina, por meio da aplicação de um questionário estruturado, com questões referentes aos dados sociais e a temática em discussão. Os dados obtidos pela aplicação dos questionários foram processados pelo software Iramuteq e analisados com a técnica de análise de conteúdo modalidade temática. A maioria dos sujeitos participantes do estudo pertenciam ao gênero feminino e tem idade inferior a 24 anos, cursando do 6º ao 8º período. Alguns afirmaram que consideram o atual modelo de avaliação prática o mais pertinente. Entretanto, concordam que as avaliações práticas não são capazes de avaliar o aluno de maneira concisa. Existe uma concordância entre a maioria dos entrevistados que o tempo para identificação da estrutura anatômica, durante a avaliação, é insuficiente, o que pode contribuir para que os sentimentos negativos em relação à avaliação prática se sobreponham aos positivos. Quando indagados se as avaliações práticas são capazes de avaliar o aluno de maneira concisa, observou-se que os resultados apontados pelos discentes de ambos os cursos confluem para um mesmo ponto de vista, com respostas praticamente equiparadas percentualmente. Fica destacado que é importante que a avaliação realmente seja encarada como um instrumento para redimensionamento da prática, capaz de identificar potenciais dificuldades ou mesmo os avanços dos alunos. É fundamental estimular os alunos para que possam externalizar melhor suas qualidades.

Publicado
2018-12-15
Como Citar
Santos, A., Ferreira, M. das G., Pordeus, A., Moreira, L., Souto, C., & Maia, C. (2018). AVALIAÇÃO PRÁTICA EM ANATOMIA NUMA PERSPECTIVA DISCENTE. Revista De Ciências Da Saúde Nova Esperança, 16(3), 33-42. https://doi.org/10.17695/issn.2317-7160.v16n3a2018p33-42
Seção
Ciências da Saúde/Artigo Original