A PRÁTICA DA FITOTERAPIA A PARTIR DO CONHECIMENTO POPULAR EM TRÊS COMUNIDADES DO VALENTINA, JOÃO PESSOA – PARAÍBA

  • Laís de Lisboa e Lima
  • Marina Polizelli
  • Tatiana Lins de Miranda
  • Iara Medeiros de Araújo
  • Danielle Serafim Pinto
Palavras-chave: Fitoterapia, Serviço de saúde comunitário, Plantas medicinais

Resumo

O uso de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos tornou-se uma alternativa eficaz para as necessidades de saúde das comunidades. Sendo assim, o Brasil adotou a fitoterapia como prática integrativa e complementar da medicina, mediante diretrizes do Ministério da saúde, promovendo sua implantação no Sistema Único de Saúde. No entanto, apesar da difusão desta prática, o uso de plantas medicinais muitas vezes não é feito corretamente, principalmente no que se refere ao modo de preparo, posologia e informações sobre contra-indicações e efeitos adversos. Desta forma, torna-se de fundamental importância alertar a comunidade que apesar de natural, toda planta possui princípios ativos que podem resultar em intoxicações e outras complicações, se utilizados inapropriadamente. Diante do contexto, o presente trabalho objetivou fazer um levantamento de informações sobre a prática da fitoterapia em 3 comunidades do Valentina, assistida pela Unidade de Saúde da Família (USF) Ipiranga, no município de João Pessoa- Pb. Este trabalho faz parte do Projeto de Extensão “Educação Popular em Saúde na Comunidade”, autorizado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, através do protocolo 44/2012. Para tanto, realizou-se uma pesquisa qualitativa exploratória descritiva entre o período de setembro e outubro de 2012, durante o qual foram feitas visitas domiciliares a 120 famílias, utilizando-se como instrumento um questionário previamente elaborado, o qual foi aplicado às mesmas. De acordo com as entrevistas, 15 plantas foram relatadas como utilizadas pela comunidade estudada, para diversas finalidades, sendo as mais usadas, por ordem de frequência, a erva cidreira, boldo, capim santo, erva
doce, camomila e hortelã da folha miúda. No presente estudo constatou-se que 38% da população utilizam o modo decocção em suas preparações fitoterápicas, enquanto que 7% fazem uso da infusão, verificando-se muitas vezes o preparo do chá de forma incorreta, o que faz a planta perder parte de suas propriedades terapêuticas...

Publicado
2013-12-15
Como Citar
e Lima, L., Polizelli, M., de Miranda, T., de Araújo, I., & Pinto, D. (2013). A PRÁTICA DA FITOTERAPIA A PARTIR DO CONHECIMENTO POPULAR EM TRÊS COMUNIDADES DO VALENTINA, JOÃO PESSOA – PARAÍBA. Revista De Ciências Da Saúde Nova Esperança, 11(3), 23 - 34. https://doi.org/10.17695/revnevol11n3p23 - 34
Seção
Ciências da Saúde/Artigo Original

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