CORRELAÇÃO ENTRE VARIAÇÃO ANATÔMICA E A FORMAÇÃO DE ANEURISMA NA ARTERIA COMUNICANTE ANTERIOR: ESTUDO ANATÔMICO EM CADÁVER

Palavras-chave: Aneurisma., Variação Anatômica., Neuroanatomia.

Resumo

O encéfalo é vascularizado pelas artérias carótidas internas e vertebrais que, na base do crânio, formam um polígono anastomótico, chamado círculo arterial cerebral (CAC), fundamental para a irrigação cerebral. É frequente a ocorrência de variações anatômicas no CAC, muitas das quais se correlacionam ao surgimento de doenças cerebrovasculares, como aneurismas. O estudo tem o objetivo de descrever uma variação anatômica da artéria comunicante anterior (ACoA) e realizar uma análise real das estruturas anatômicas, correlacionando com estudos descritos na literatura e com a percepção fisiopatológica compreendida por esse fenômeno. O estudo foi realizado a partir da análise de uma peça cadavérica humana, cujo CAC possui variação anatômica, e da revisão literária de artigos científicos. A artéria comunicante anterior é o vaso sanguíneo do cérebro que conecta as artérias cerebrais anteriores esquerda e direita, sendo um local de alta resistência ao fluxo sanguíneo, e este parece ser um dos fatores determinantes para a comum ocorrência da formação de aneurismas no local. O estudo registra a presença de uma variação anatômica no local de encontro entre a artéria comunicante anterior e a artéria cerebral anterior, podendo essa alteração ser responsável por um aumento da resistência ao fluxo e até mesmo fragilidade da parede do vaso. Portanto, os resultados permitem ampliar as dados sobre os aspectos anatômicos e fisiopatológicos dos aneurismas cerebrais, sendo importante também para disseminar informações sobre peças anatômicas com essas características.

Publicado
2018-10-11
Como Citar
Medeiros Sá, D., Vieira, L., Almeida, L., Barros, R., & Cavalcanti, T. (2018). CORRELAÇÃO ENTRE VARIAÇÃO ANATÔMICA E A FORMAÇÃO DE ANEURISMA NA ARTERIA COMUNICANTE ANTERIOR: ESTUDO ANATÔMICO EM CADÁVER. Revista De Ciências Da Saúde Nova Esperança, 16(2), 66-71. https://doi.org/10.17695/issn.2317-7160.v16n2a2018p66-71
Seção
Ciências da Saúde/Artigo Original

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